O Dia Nacional do RPG, celebrado em 24 de fevereiro, é uma data dedicada a reconhecer a força criativa, cultural e comunitária do role-playing game no Brasil. Mais do que uma comemoração simbólica, o dia representa o crescimento de um hobby que atravessou décadas, formou gerações de jogadores e ajudou a consolidar uma cena nacional vibrante.
O Dia Nacional do RPG foi instituído em homenagem a Douglas Quinta Reis, uma figura marcante na cena brasileira de RPG. Douglas foi um entusiasta, divulgador e incentivador do hobby, conhecido por seu envolvimento ativo na comunidade e por seu esforço em fortalecer o RPG como atividade cultural no país.
Após seu falecimento, a comunidade se mobilizou para eternizar sua contribuição, escolhendo o dia 24 de fevereiro como forma de celebrar sua memória e tudo o que ele representava: amizade, criatividade, colaboração e paixão pelo jogo. Assim, a data passou a simbolizar não apenas uma homenagem pessoal, mas um marco coletivo para todos que vivem o RPG no Brasil.
O RPG chegou ao Brasil ainda nos anos 1990, impulsionado principalmente por títulos como Dungeons & Dragons e, posteriormente, por produções nacionais como Tormenta, que ajudaram a criar identidade própria para o mercado brasileiro.
Ao longo dos anos, o hobby deixou de ser visto como algo restrito a nichos e ganhou espaço em:
Eventos e convenções especializadas
Produções independentes e financiamento coletivo
Conteúdo digital (streams, podcasts e canais no YouTube)
Ambientes educacionais, como ferramenta pedagógica
Hoje, o RPG no Brasil é diverso, acessível e cada vez mais profissionalizado.
A data cumpre um papel fundamental para o fortalecimento do hobby no país:
1. Valorização da comunidade
O Dia Nacional do RPG reforça o sentimento de pertencimento. Mestres, jogadores, autores, ilustradores e editoras se reconhecem como parte de um movimento cultural maior.
2. Reconhecimento cultural
O RPG é uma forma legítima de narrativa colaborativa, que estimula leitura, escrita, improvisação, matemática e trabalho em grupo. A celebração da data ajuda a combater estigmas antigos e destaca seu valor educacional e social.
3. Incentivo à produção nacional
O Brasil possui um cenário criativo forte, com sistemas autorais, cenários próprios e criadores independentes. A data impulsiona lançamentos, eventos comemorativos e campanhas que fortalecem o mercado interno.
4. Memória e legado
Ao lembrar Douglas Quinta Reis, a comunidade reafirma que o RPG é feito por pessoas — e que são elas que constroem e mantêm o hobby vivo.
O Dia Nacional do RPG é, acima de tudo, um convite para contar histórias. É um momento para reunir amigos ao redor de uma mesa (física ou virtual), lançar os dados e criar mundos onde tudo é possível.
Celebrar essa data é celebrar a imaginação, a colaboração e a força de uma comunidade que transforma papel e dados em experiências inesquecíveis.
Que nunca faltem boas aventuras — e que sempre haja um 20 natural quando mais precisarmos.